novembro 2011 - La Gracia

Atenção! Algo cada vez mais raro…

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Você já parou para pensar quantos estímulos você recebe no seu dia a dia a partir do momento em que acorda? Eu, já. Quero dizer, acho que todos já fizeram isso em algum momento, mas resolvi fazer algumas pesquisas rápidas sobre o tema, sem me aprofundar muito, na internet mesmo, apenas para confirmar o que eu já acreditava: somos incapazes de absorver o volume monstruoso de informações que chega até nós! Para se ter noção do tamanho do problema, uma matéria da revista Super Interessante publicou que “uma edição de domingo do jornal The New York Times tem cerca de 12 milhões de palavras e contém mais informação do que aquela que um cidadão do século 17 recebia ao longo de toda a vida. […] Com esse ritmo, especialistas calculam que produzimos mais informação na última década do que nos 5 mil anos anteriores. E enquanto somos massacrados por tudo isso, nossa capacidade de atenção continua limitada, conforme observou o psicólogo e professor Herbert Simon.

E quando a gente pensa em apresentações, isso se torna uma grande ameaça à eficácia da mensagem que queremos passar. Segundo um artigo de Gerhard Roth, pesquisador-chefe da Universidade de Bremen, na Alemanha, “fatos que não chamam nossa atenção praticamente inexistem para nós, mesmo que influenciem nossas percepções, sensações ou reações. A atenção, no sentido da concentração, aguça os estados atuais da consciência. Quanto mais nos concentramos em um único fato, mais os outros fatos se distanciam de nossa consciência”. O vídeo abaixo pode confirmar isso. Nele, a proposta é que você conte o número de passes realizados pelo time de branco. Topa o desafio? Não leia o resto do texto antes de terminar de assistir ao filme.

Ou seja, só prestamos atenção naquilo que realmente nos interessa. Se o sujeito está sentado em uma cadeira para ouvir você falar, mas a mensagem que você traz não o atrai de maneira alguma, é grande a chance dele se distrair com outros estímulos, como o smart-phone avisando dos e-mails que não param de chegar, o colega dormindo de boca aberta logo ao lado, a moça bonita da fileira de cima ou, até mesmo, os problemas que ele ainda tem que resolver antes de ir para casa e que não saem da cabeça dele. Daí a importância de algumas dicas e conselhos que a gente costuma falar por aqui ou em nosso curso e aplicar no dia a dia do nosso trabalho:

  • Aproxime o conteúdo do seu público, lembre-se que a mensagem principal de sua apresentação deve ser voltada para ele, não para você.
  • Seja simples. Quanto mais fácil sua mensagem puder ser absorvida, menos você exige do público e mais ele compreende daquilo que você está ali para passar.
  • Vá direto ao ponto. Não faça o público esperar, quanto mais claro e objetivo você for, melhores suas chances do público te acompanhar até o final.

Essas são algumas das maneiras de tornar esta luta por atenção um pouco mais justa. E como ela será cada vez mais dura, já que vivemos em plena era da informação, é melhor começar a colocá-las em prática o quanto antes.

E você, ficou comigo até o final?

10 dicas do que fazer (ou não) no PowerPoint

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Esta publicação, tradução de outra feita no blog da Microsoft, é uma dica que veio de um de nossos alunos, Ilan Ryfer. Em suas próprias palavras, “achei bacana porque está no site da Microsoft e bate com tudo que vimos até agora no curso da La Gracia”.

O texto original completo (em inglês), escrito por Jeff Wuorio, pode ser visto aqui.

1. Mantenha a eficácia de seus slides com conteúdo atraente.

De certa forma, a facilidade de uso do PowerPoint pode ser sua pior inimiga. Por mais simples e envolvente que seja para construir slides atraentes e gráficos, tenha em mente que o PowerPoint não é autônomo. O público veio para ouvi-lo, não apenas a olhar para imagens projetadas numa tela. Construa uma apresentação de PowerPoint poderosa, mas certifique-se que suas observações orais não sejam menos atraentes. “O PowerPoint não faz apresentações, faz slides” diz Matt Thornhill, presidente da Audience First, uma empresa de Midlothian, Va., que oferece treinamento de apresentação. “Lembre-se que você está criando slides como apoio de uma apresentação oral.” Veja mais

Em apresentações corporativas, “storytelling” não é historinha

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24-storytellingUltimamente, tenho ouvido falar muito de storytelling e isso vem afetando muitas ideias por aí. Tanto buzz algumas vezes gera impressões erradas sobre o assunto e quando falamos da mídia “apresentações”, essas impressões acabam afetando ainda mais, porque é um universo perfeito para se contar histórias: você tem um narrador e a mídia, que faz o papel de telão para os pensamentos.

Se você der uma garimpada por aí, vai perceber que os nossos ancestrais já faziam storytelling nas paredes das cavernas. A arte de contar histórias na verdade não é nada novo, só ganhou uma nomenclatura chique.  Talvez essa necessidade urbana de ser o primeiro, de estar na moda, de estar antenado e ser moderno, traga essa ansiedade sobre esse tipo de novidade. Veja mais