3 problemas de comunicação mais comuns no ambiente corporativo - La Gracia

Posted by | dezembro 06, 2017 | Dicas, Sem categoria, Variedades | One Comment
“Lidar com pessoas é muito difícil”
“Ser humano é complexo demais”
“Somos todos muito diferentes uns dos outros”

 

Repetimos essas frases muitas vezes ao longo da vida. E por serem afirmações tão verdadeiras é que, na maioria das vezes, enxergar uma situação sob um olhar diferente do que estamos acostumados e entender um mundo que não é o nosso, uma realidade construída com elementos diferentes da nossa, pode ser tão desafiador.

Mas não é possível que sejamos feitos apenas de diferenças. Afinal, nós fomos feitos para viver juntos.

Como, então, podemos encontrar similaridades que não só nos unam como espécie, mas também que sejam capazes de nos salvar deste grande desentendimento em que temos vivido?

Quando falamos sobre nossas necessidades básicas, encontramos a luz no fim do túnel, ou o pedacinho de espelho que nos faz nos reconhecer no outro e com isso nos conectar. No fim das contas, nós queremos as mesmas coisas: Ser ouvidos, fazer parte, ser reconhecidos…

Esse ano, participamos do CBTD com uma proposta diferente, realizando pequenas sessões de terapia da comunicação. Ao todo, 40 pessoas sentaram com a gente, se abriram, falaram sobre desafios, dores e preocupações vividas no ambiente corporativo, e adivinhem só:

Empresas diferentes, cargos diferentes, idades diferentes, profissões diferentes… e os mesmos problemas.

Nesses 10 anos de contato com empresas, desenvolvendo projetos ou dando aulas, nós só temos confirmado que no meio de tantas diferenças, nós somos bem parecidos. Resolvemos trazer para vocês a lista com os 3 problemas de comunicação mais comuns no ambiente corporativo:

1. NÃO FAZ SENTIDO!
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A dificuldade de pensar no outro, de enxergar uma situação sob o ponto de vista das outras pessoas envolvidas, de sair do “Eu quero”, “Eu preciso”, “Minha necessidade” e caminhar para uma conexão com o “O que o outro quer”, “Qual obstáculo o outro enfrenta”, “O que o outro precisa”.

Esse é o problema número 1 e é também o que dá origem aos outros 2. Estamos presos ao nosso próprio universo e não conseguimos prestar atenção no outro e envolvê-lo em nossa comunicação. Se a pessoa não sente que é com ela que estamos falando, ela não vai prestar atenção. É muito difícil que o outro se interesse por nós, por nossas causas e assuntos, se não fazemos esforço nenhum para nos interessarmos por ele também. Comunicação é troca e é mais eficaz quando eu caminho 50% em direção ao outro, para que aí sim ele caminhe 50% em direção a mim. E no meio desse caminho a gente se encontra.

2. MAS… POR QUÊ? PARA QUÊ?
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Nós tendemos a pedir coisas, fazer orientações, ensinar regras, procedimentos e até mesmo desenvolver treinamentos e eventos, sem nos preocuparmos em deixar claro para o outro o porquê daquela ação existir. E essa é a principal causa de alguns problemas bem comuns no dia a dia de trabalho:

“Os colaboradores não aplicam o que viram no treinamento.”

“A gente já explicou como funciona, mas todo mundo continua fazendo errado.”

“A gente precisa mudar, mas ninguém adere a nova cultura.”

Nós precisamos entender a importância de cada ação para nos sentirmos estimulados a fazê-la. Se não entendemos o porquê, não vemos valor e por isso, muito provavelmente, não agimos. Trazer o outro para a nossa comunicação é nos preocuparmos em contextualizá-lo sobre o assunto, em prepará-lo para receber a informação e, principalmente, em fazê-lo perceber o valor daquilo na vida dele. Só assim, conseguimos promover transformações, gerar engajamento e proatividade.

3. OI, VOCÊ TÁ ME OUVINDO?
Problema de Comunicação

O terceiro problema é a falta de escuta. E esse, quando solucionado, é uma ferramenta valiosa para resolver os dois primeiros.
Nós vivemos em ambientes, e agora falando de maneira geral e não somente dentro das empresas, que não oferecem ou oferecem muito pouco espaço para podermos falar e participar. O diálogo está vivendo um período de extinção.

Mas como queremos que as pessoas “vistam a camisa da empresa” e “sintam-se donos do negócio”, se não paramos para ouvir o que elas têm a dizer, se não as conhecemos e não nos interessamos pelo seu ponto de vista?

Com a falta de diálogo, prolongamos problemas que poderiam ser resolvidos rapidamente. Por exemplo:

– Eu faço os treinamentos, mas ninguém quer participar. Tive que cancelar o último por falta de alunos. Não sei por que isso acontece.
– Já conversou com eles para entender porque não têm vontade de participar?
– Não.

Quando damos espaço para as pessoas se expressarem, milagres acontecem! Respostas que buscamos podem aparecer, ideias incríveis podem surgir e o sentimento de sentir parte toma conta de todos. Convidar as pessoas para participarem das tomadas de decisão (daquelas que podem ser abertas, claro!) e ouvi-las é uma ação simples, capaz de grandes resultados. Quando participamos da construção de algo, dificilmente seremos contra sua aplicação ou teremos resistência, e ao sentir que nossas ideias e opiniões são valorizadas, nos motivamos a oferecer mais, que é o tal do “vestir a camisa e agir como dono” que tanto queremos alcançar.

Os 3 problemas, que se repetem na maioria das empresas, nos revelam uma verdade óbvia, mas ignorada durante muito tempo: É tudo sobre gente.

As pessoas movem o mundo, fazem as empresas, transformam a realidade. Então, se queremos melhorar os ambientes de trabalho, os resultados, se queremos evoluir como empresa, acompanhando o tempo e a tecnologia, a resposta está nas pessoas, em conseguir olhar para o outro. E trazer mais sentido para a nossa comunicação é algo urgente, seja na vida pessoal ou profissional.

Quem sabe nesse processo a gente descubra que lidar com pessoas tem sido muito difícil, justamente porque temos evitado lidar com pessoas.

Se você ficou curioso pra saber como essa história de pensar no outro funciona na hora de lidar com projetos no mundo corporativo, então dá uma olhada nesse e-book com 4 casos reais de comunicação que transforma.

One Comment

  • Adriana Breves dos Santos disse:

    Vivemos em um mundo onde tudo nos parece diferente até chegarmos ao conhecimento mútuo. Importantes idéias se perdem por esse mundo a fora. Podemos até dizer que o mundo inteiro está conectado mais sem conexão.
    É observado pelo homem tudo que nos separa e nos diferem, as religiões, as crenças, os costumes, os gostos, as etnias, etc. Mas esse mesmo homem não consegue observar, não consegue perceber que um pensamento ou uma só idéia não consegue mover obstáculos nem muito menos montanhas.
    É preciso que haja mais conexões, mais aceitação, mais compreensão, mais entendimentos, mais respeito e muito mais amor ao próximo e a si mesmo.
    Vivemos em um mundo doente mas a cura está no alcance de todos basta querer, querer fazer, querer ouvir, querer ensinar, e querer aprender. Basta querer viver de maneiras diferentes aprendendo e ensinando, criando e reformulando diariamente.
    Só assim poderemos tentar construir um mundo mais inteligente e menos egoísta.

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