Ser profissional ou ser humano?

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Ser profissional ou ser humano?

Matéria publicada originalmente no Blog da Robert Half por Luciana Menezes.

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Logo quando entrei na faculdade consegui meu primeiro estágio em uma grande agência de publicidade. Aos poucos, fui me familiarizando com o ambiente e descobri que muita coisa era comum no dia a dia de trabalho, inclusive chorar no banheiro. Era uma equipe cheia de metas, prazos, pressão e, claro, um chefe carrasco. Ninguém falava nada sobre isso e todos tinham que engolir a angústia, que por vezes acabava dando um jeito de sair em uma cabine escondida. Ali – na agência, não na cabine – para dar conta das cobranças e conquistar um lugar que trouxesse um mínimo de segurança, precisávamos ser fortes. De certo, chorar não era lá o melhor jeito de demonstrar isso.

Anos depois, uma amiga, que também trabalhava na área, me chamou para conversar. Tinha tido um dia muito difícil no trabalho e acabou não dando tempo de chegar até o banheiro mais próximo… Chorou na frente de todo o escritório. Depois deste dia, passou a ser reconhecida como “aquela que não tem equilíbrio para lidar com as tarefas diárias” e, cansada de não ter a confiança dos colegas, acabou deixando o emprego. E ainda hoje, lidando diariamente com o universo corporativo, não raro histórias assim se repetem aqui e ali.

Por que é tão errado mostrar que temos sentimentos?

Por que a partir do momento que estamos no trabalho, precisamos assumir uma postura de robôs, e não pessoas?

Essa visão é tão perpetuada que, se jogarmos no Google as palavras “emoções” e “trabalho”, somos bombardeados de artigos que nos ensinam a ter controle de tudo que sentimos e constantemente tratam o ambiente corporativo como “campo de batalha”. Sentimos a pressão por todos os lados e nos vemos obrigados a vestir armaduras e estarmos prontos para a guerra. Isso, aparentemente, é ser profissional. Só que antes (ou mais provavelmente, junto) do “ser profissional” existe outro, mais importante, o ser humano, e esse tem necessidades que precisam ser reconhecidas e atendidas para que possa estar no seu melhor.  Mas se elas não podem ser expostas, como isso é possível?

Em um cenário onde 72% das pessoas (Brasil) estão insatisfeitas com o trabalho*, implicando em problemas como falta de concentração e de foco, produção reduzida e distração, é preciso questionar que tipo de ambiente estamos construindo se queremos cada vez mais que as pessoas sejam autônomas e “vistam a camisa” da empresa, como ouvimos muito por aí.

Mudar não é fácil, ainda mais nesse caso, onde a mudança envolve, inclusive, questões culturais. Afinal, cabe a cada empresa decidir o que ela mais valoriza:

– o profissional frio, que não demonstra emoção, mas tampouco dá abertura para a conexão e o diálogo

OU

– o ser humano que se permite ter emoções e que se relaciona bem com as demais pessoas, engajando-as dentro de uma mesma causa

Ainda que a primeira opção possa dar resultados, tenho dúvidas que isso se sustente no longo prazo.  Entre ser profissional e ser humano, que tal encontrarmos o equilíbrio num ambiente onde as pessoas deem o máximo de si, gerem resultados, mas também se permitam sentir, conectar-se umas às outras e, principalmente, serem felizes?

Esse é a primeira publicação feita a partir de uma parceria da La Gracia com a Robert Half que visa a criação e a disseminação de conteúdos relevantes ligados à comunicação. Gostou do tema? Aproveite para deixar seu comentário.

*Pesquisa da Isma Brasil (International Stress Management Association) realizada em três capitiais (São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre) com 1.034 profissionais ativos no mercado de trabalho, no final de 2014.

7 erros que não dá mais para cometer em apresentações de trabalho

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Matéria publicada originalmente no site EXAME.com por Claudia Gasparini

São Paulo —  Se você sente que a maioria das apresentações corporativas é desinteressante e cansativa, tem motivo: quem está lá na frente geralmente não entende o que significa fazer uma exposição para uma plateia.

O primeiro mal-entendido, muito disseminado, é ideia de que uma boa apresentação precisa ser longa e detalhada. “A pessoa acredita que tem que fazer muitos slides para mostrar que se esforçou e que o conteúdo é confiável”,  diz Marco Franzolim, diretor da MonkeyBusiness, agência especializada no assunto.

Acontece que quantidade nem sempre é sinônimo de qualidade ou credibilidade. Desde que tenha um bom design e um roteiro criterioso, uma exposição curta e objetiva tem muito mais chances de sucesso. Veja mais

Educação horizontal na prática: conheça a Escola da Ponte

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Imagine uma escola pública que, há 40 anos, abandonou o modelo de ensino tradicional, a divisão de alunos por série, a aula presencial expositiva e hoje é referência em educação horizontal com foco em formar crianças autônomas, responsáveis, criativas e analíticas.

educação horizontal

Uau!

Foi o que senti ao ouvir falar do assunto…

No final de 2016 fiz o curso online da didática da Escola da Ponte, de Portugal. Iniciei o curso cheia de dúvidas: Mas como isso é possível? Dá certo mesmo? Mas não tem sala de aula? Não tem aula expositiva? E as matérias escolares, como são transmitidas?

Pois é. Não tem nada disso e funciona muito bem. Não só funciona como ajuda a salvar alunos-problema vindos de outras escolas.

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Comunicação horizontal… Dá pra ser agora?

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comunicação horizontal

Dezembro de 2016. Nas últimas 4 reuniões que fui em grandes multinacionais eu ouvi a mesma coisa do RH: acabamos de mudar de presidente e ele chegou cheio de ideias para promover mudanças. Uma das principais?

Tornar os profissionais mais autônomos, colaborativos e inovadores. Parece legal né? Mas na verdade, é assustador!

O que se passa na cabeça de cada dessa pessoa sentada na minha frente?

Por onde eu começo? Como ser algo que eu nunca fui? Devo transformar as pessoas primeiro ou mudar o ambiente em que elas trabalham? Como posso transformar o ambiente e transformar os líderes verticais em horizontais? Como faço para permitir que a inovação e a criatividade aconteçam? Como posso mudar a cultura? Que tipo de treinamento vai ajudar as pessoas a serem mais criativas e inovadoras? Existe um modelo a ser seguido? Dá pra controlar os resultados? Veja mais

Hacks/Dicas para deixar o visual da sua apresentação mais profissional!

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Quem não quer fazer bonito e mostrar aquela apresentação mais profissional que deixa os colegas de trabalho de boca aberta? Só que chegar nesse resultado pode exigir um longo caminho. Quando você vê slides feitos por um designer profissional nem imagina quanta coisa aquela pessoa já viu. Um bom designer tem na sua cabeça (e provavelmente em algum outro lugar) um repertório vasto acumulado que inclui desde materiais gráficos e até mesmo filmes ou obras de arte. Só que esse repertório demora anos para ser construído e você não tem esse tempo, a gente sabe. Por isso mesmo vamos dar algumas dicas para agilizar o seu trabalho e dar aquela cara mais profissional para seus projetos. Veja mais