La Gracia no blog da Robert Half

Posted by | junho 06, 2017 | Mídia | One Comment

Ser profissional ou ser humano?

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Logo quando entrei na faculdade consegui meu primeiro estágio em uma grande agência de publicidade. Aos poucos, fui me familiarizando com o ambiente e descobri que muita coisa era comum no dia a dia de trabalho, inclusive chorar no banheiro. Era uma equipe cheia de metas, prazos, pressão e, claro, um chefe carrasco. Ninguém falava nada sobre isso e todos tinham que engolir a angústia, que por vezes acabava dando um jeito de sair em uma cabine escondida. Ali – na agência, não na cabine – para dar conta das cobranças e conquistar um lugar que trouxesse um mínimo de segurança, precisávamos ser fortes. De certo, chorar não era lá o melhor jeito de demonstrar isso.

Matéria publicada originalmente no Blog da Robert Half por Luciana Menezes. Para ler o texto completo, clique aqui.

One Comment

  • Sou um Ser humano, muito antes de ser profissional.
    É o meu Ser humano quem forja o meu ser profissional, e creio que os líderes que tive/tenho em minha vida exerceram e exercem m um papel fundamental em tudo isso.
    Realmente, no atual ambiente corporativo e na maioria dos ambientes sociais, o (equivocado) conceito que ainda predomina é o de descolar o profissional do humano…como se isso fosse possível!
    Somos – ou deveríamos ser – indivíduos plenos, com a consciência e a capacidade de se comportar de forma assertiva com cada pessoa, em cada ambiente e/ou situação com a qual convivemos; mas isso depende diretamente das nossas crenças e valores, da formação que tivemos, dos estímulos que recebemos a partir dos nossos pais – nossos primeiros líderes, dos nossos professores – nossos líderes responsáveis em grande parte pela nossa formação cultural e profissional, e em todo o processo de construção do nosso Ser humano que, na minha visão, é permanente.
    Ou seja, os líderes que tivemos/temos em nossas vidas têm uma grande responsabilidade em nossa formação como Seres Humanos, e influem decisivamente na nossa capacidade de fazer escolhas, especialmente da qualidade delas.
    O que mais tenho encontrado nestes 26 anos atuando como educador e consultor corporativo são um número expressivo de profissionais desestimulados, frustrados e infelizes, boa parte deles medíocres (= na média), que compõe equipes medíocres em empresas igualmente “na média” (ou medíocres), que lutam para sobreviverem em um mercado ferozmente competitivo, a maioria delas baseadas em uma estratégia simplista de apenas “cortar despesas” e espremer seus colaboradores a entregarem mais e mais resultados, sem reciprocidade alguma, ou apensas para manterem seus empregos.
    Na base deste contexto creio que está uma causa que, se não é a única, provavelmente é a principal: A falta de Líderes servidores e eficazes, que exercem a sua autoridade por meio do exemplo positivo, que são capazes de inspirar seus liderados a fazerem o que é preciso ser feito, e a darem o melhor de si em cada núcleo social – a começar pela Família que é o “tijolo básico” a partir do qual se constrói uma sociedade; de líderes que entendem que cada pessoa é um indivíduo singular, único, que merece ser tratado de forma singular e como um Ser pleno em suas necessidades, capacidades, objetivos e sonhos.
    Líderes que entendam que profissionais que fazer o que gostam, que estejam em sintonia com os princípios e valores da Organização, que sejam reconhecidos por sua entrega, que sejam estimulados a darem o seu melhor em um ambiente cooperativo e meritocrático, que estes “seres profissionais” tendem a gerar resultados cada vez melhores, para si mesmos e para a organização.
    Parece-me que algumas empresas/organizações e seus respectivos líderes já entenderam esta “receita” simples, e são hoje uma referência de sucesso e de vanguarda nos setores que atuam.
    Entretanto, creio também que uma boa parte das organizações atuais estão com data de validade vencida ou prestes a vencer, especialmente aquelas que ainda insistem em apartar o ser profissional do Ser humano, que são dirigidas por “chefes opressores” que simplesmente pressionam suas equipes a dar resultado em troca apenas da empregabilidade, com acionistas que somente se importam com o lucro sem valorizar o seu mais precioso patrimônio – o Capital Humano… estas, felizmente, tendem a se tornar indicadores de um passado, cada vez mais distante…!

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