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Apresentações na era das redes sociais

Luiz Grecov
@luizgrecov

Ainda no longínquo 2011, publicamos sobre a dificuldade de se conquistar a atenção de alguém em meio ao enorme volume de estímulos que nos atinge, principalmente depois que passamos a ficar tanto tempo conectados. Na ocasião, não quis me aprofundar neste tema específico, pois considerei que ele merecia um texto só para ele, principalmente depois que li […]

TemplateAinda no longínquo 2011, publicamos sobre a dificuldade de se conquistar a atenção de alguém em meio ao enorme volume de estímulos que nos atinge, principalmente depois que passamos a ficar tanto tempo conectados. Na ocasião, não quis me aprofundar neste tema específico, pois considerei que ele merecia um texto só para ele, principalmente depois que li um artigo interessante de Drew Neisser, para o site da revista Fast Company, com algumas dicas de como “arrebentar” com suas apresentações na era das mídias sociais.

A ideia central do texto de Neisser é que nunca foi fácil ser um bom apresentador e, agora, com acesso quase onipresente e em tempo real a diversos canais sociais on-line, a coisa ficou ainda pior. O desafio aumentou, e muito! Mais do que isso, as regras do jogo mudaram e você precisa aprender a jogar com elas. Vamos imaginar: você está em um auditório lotado, apresentando para algumas centenas de pessoas. É quase impossível segurar a atenção de todos por muito tempo e, cedo ou tarde, alguns dos presentes estarão conversando com a pessoa ao lado. Cena comum, certo? É, mas até pouco tempo atrás. Hoje, é mais provável que muitos dos presentes não estejam sequer olhando para você, mas sim para seus tablets ou smartphones.

Pois bem, a situação está feia para quem faz apresentações, mas é possível tirar proveito dessa nova realidade. Primeiro ponto, você terá que ser mais exigente consigo mesmo, afinal praticamente todo tipo de dados que você expor poderá ser verificado ali mesmo, basta dar uma “googada” e pronto. E isso lá é bom? Pode não parecer a princípio, mas exigindo mais de você o resultado final da apresentação será muito melhor… Certo? É, eu sei, não é uma informação muito empolgante, mas veja só, aqui vai algo que vai chacoalhar você: Parabéns, você pode estar falando com milhões de pessoas ao mesmo tempo! Se você mandar bem na apresentação, as pessoas ali presentes não pensarão duas vezes antes de sair por aí replicando suas frases e pensamentos na internet, ENQUANTO VOCÊ AINDA ESTÁ FALANDO. E quanto maior o nível de influência dos presentes na plateia, melhor. Mas lembre que o inverso é igualmente proporcional, se você falar besteiras ou for um apresentador ruim, suas orelhas vão coçar antes mesmo do fim da apresentação.

Recentemente, pude testemunhar pessoalmente esta nova realidade. Estive em um fórum de debates durante o mês de dezembro e algumas iniciativas me chamaram a atenção. Primeiro, foi criado um personagem e um perfil fictício para ele no Twitter, que passou a interagir com as pessoas antes mesmo do evento. Segundo, havia um telão paralelo ao principal, onde era possível acompanhar tuites sobre o evento em tempo real, com comentários e perguntas para os palestrantes, mesmo de quem não estava lá. Um fato curioso, por exemplo, foi ler um tuite de uma das palestrantes presa no trânsito de São Paulo tentando chegar a tempo para sua apresentação. Mais, foi possível acompanhar apresentações de palestrantes na Inglaterra e nos EUA via Skype, não exatamente uma rede social, mas ferramenta essencial nestes tempos conectados.

Mesmo você não sendo um adepto das redes sociais, vale a pena pelo menos acompanhar o que as pessoas estão falando. No Twitter, por exemplo, é possível fazer buscas por termos específicos (seu nome ou nome do evento em que está palestrando, por exemplo) ou hashtags. Com isso, dá para ter um feedback quase instantâneo do seu desempenho. No facebook, é possível criar uma página para o seu evento, convidar pessoas, colocar vídeos e imagens de apresentações anteriores, entre outras possibilidades. E se você já tem perfis nestas redes, vale a pena divulgá-los ao final da apresentação e manter a conversa por muito mais tempo, mantendo um relacionamento constante de troca de informações com seu público.

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