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Comunicação horizontal… Dá pra ser agora?

Luiz Grecov
@luizgrecov

Dezembro de 2016. Nas últimas 4 reuniões que fui em grandes multinacionais eu ouvi a mesma coisa do RH: acabamos de mudar de presidente e ele chegou cheio de ideias para promover mudanças. Uma das principais? Tornar os profissionais mais autônomos, colaborativos e inovadores. Parece legal né? Mas na verdade, é assustador! O que se […]

Dezembro de 2016. Nas últimas 4 reuniões que fui em grandes multinacionais eu ouvi a mesma coisa do RH: acabamos de mudar de presidente e ele chegou cheio de ideias para promover mudanças. Uma das principais?

Tornar os profissionais mais autônomos, colaborativos e inovadores. Parece legal né? Mas na verdade, é assustador!

O que se passa na cabeça de cada dessa pessoa sentada na minha frente?

Por onde eu começo? Como ser algo que eu nunca fui? Devo transformar as pessoas primeiro ou mudar o ambiente em que elas trabalham? Como posso transformar o ambiente e transformar os líderes verticais em horizontais? Como faço para permitir que a inovação e a criatividade aconteçam? Como posso mudar a cultura? Que tipo de treinamento vai ajudar as pessoas a serem mais criativas e inovadoras? Existe um modelo a ser seguido? Dá pra controlar os resultados?

A ansiedade e as dúvidas tem fundamento. Vivemos um modelo que teve início com a chegada da escrita impressa há mais de 500 anos e tomou corpo com a revolução industrial. Verdades foram escritas e difundidas para estabelecer controle sobre uma população que explodia demograficamente e precisava comer, vestir, trabalhar, aprender…Era necessário ser assim e foi bom por um tempo.

Mas ninguém contava que o controle poderia escorrer pelas mãos quando, em menos de 200 anos, a população pularia de 2 para 7 bilhões de pessoas e que um simples telefone poderia registrar imagens, movimentar milhares de pessoas em questão de segundos, e que chegaríamos mesmo, através dessas novas tecnologias, a tirar um presidente da cadeira.

Se antes as tecnologias eram criadas para ampliar nossos corpos, as novas tecnologias ampliam o nosso poder de pensar, construir, compartilhar e aprender.

O público que era receptor no modelo vertical, passa a ser questionador no modelo horizontal. A informação está disponível, não tem mais dono, não existem mais verdades absolutas. Tudo pode ser comentado, argumentado e refutado.

Antes, falar difícil era bonito e sinal de inteligência, agora, é preciso facilitar e tornar palpável para gerar ações efetivas. Todos precisam entender.

A diversidade antes abafada pelo preconceito saiu às ruas para gritar não mais pela igualdade, mas sim pelo poder de ser único.

No horizontal, a diferença ganha força. Cada um de nós quer ser o que pretende ser e quer ser visto e lembrado por isso. O conceito de sucesso e felicidade está cada vez mais arraigado ao nosso desejo mais íntimo.

Queremos cada vez mais participar, tanto da decisão como da criação do problema.

Não é mais só o que pensa um indivíduo empoderado que conta. Giramos nossas ideias e interesses na resolução de problemas. E não pode ser qualquer problema. O interesse vem do individual, mas ganha força quando afeta o coletivo.

No modelo horizontal é quase impossível olhar somente um parafuso do carro, queremos ver o carro inteiro e saber porque foi criado e para onde está indo. Agora temos respostas. E se não temos, podemos ir atrás delas.

Se do lado de cá – do público, da população, do colaborador – estamos pensando e vivendo dessa forma, do lado de lá – do poder, da liderança, da presidência – não dá mais pra pensar diferente.

Não é a toa que os presidentes querem a mudança. Eles já perceberam que no mundo horizontal o controle virou processo de construção colaborativa.

O que vem pela frente? Como responder às questões acima de forma assertiva? Existem 8 regras para isso?

Não, no novo modelo a diversidade é o que manda. Tudo é processo vivo, que se adapta a cada situação, a cada segundo, a cada pessoa.

E é por isso que a La Gracia existe.

Criamos metodologias, experimentamos novos modelos, testamos a desconstrução e usamos o design para ajudar pessoas, empresas e presidentes a criarem uma comunicação mais horizontal, mais construtiva e colaborativa.

Queremos ouvir os vários lados da história, unir pensamentos e ideias para fazer um mundo com mais sentido.

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