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Inteligência emocional no trabalho

Luiz Grecov
@luizgrecov

Neste texto, nosso objetivo é discutir ferramentas que auxiliam na elaboração da inteligência emocional no trabalho. Contudo, a nossa abordagem é – e sempre será – humana. Vamos nessa?

Neste texto, nosso objetivo é discutir ferramentas que auxiliam na elaboração da inteligência emocional no trabalho. Contudo, a nossa abordagem é – e sempre será – humana. Vamos nessa?

Alguns termos surgem como ondas e ganham vida própria no mercado moderno. Inteligência emocional no trabalho é um caso claro. Um pouco distante das suas definições de origem, o termo guarda-chuva hoje acaba sendo muito utilizado para designar uma espécie de “preservação emotiva dentro do ambiente corporativo”.

Traduzindo-se, mais ou menos, como a necessidade que um profissional tem de manter todos os sentimentos sob controle e atuar meramente em nome da razão.

Mas, será que isso é possível ou, em uma segunda análise, saudável?

Veja como trabalhar a inteligência emocional no trabalho

Em extensão, será que somos capazes de segurar todos os nossos sentimentos e tomarmos decisões puramente centradas em argumentos racionais? Qual é o limite para essa capacidade?

Hoje nós pretendemos discutir ferramentas que auxiliam na elaboração da inteligência emocional no trabalho. Contudo, a nossa abordagem é – e sempre será – humana.

Então vamos lá, fique confortável, separe alguns minutinhos do seu dia e nos ajude a discutir sobre inteligência emocional.

O que é a inteligência emocional no trabalho?

Como dito há pouco, a inteligência emocional, para muitos, é tida como “a habilidade de controlar as próprias emoções com o intuito de conseguir ter frieza nas decisões”. Esse significado, inclusive, aparece em importantes livros sobre o tema, por exemplo o “Faça o que tem que ser Feito”, escrito por Bob Nelson. 

E veja, não acreditamos que essa definição esteja incorreta, afinal de contas, é preferível que um profissional que vá fazer uma cirurgia esteja emocionalmente estável para lidar com a operação, o mesmo vale para controladores de voo, etc.

Só é preciso tomar cuidado para que a prática da inteligência emocional no trabalho não seja uma maneira de suprimir suas emoções.

Como desenvolver a inteligência emocional no trabalho?

Vejamos ferramentas práticas para que você possa desenvolver sua própria maneira de atingir o que chamamos de inteligência emocional.

Primeira dica: aceite suas falhas

Brené Brown é a escritora de um livro fantástico chamado “A Coragem de ser imperfeito”. Pesquisadora, palestrante, storyteller, Brené ficou mundialmente conhecida quando apresentou uma palestra no TED Talks em 2011. Ela voltou ao evento e novamente em 2012.

O cerne do livro trata sobre a aceitação de expormos nossas falhas. Aceitar quem somos para, partindo daí, construirmos novas possibilidades.

Aceitar as suas falhas fala com a voz que critica todas as suas ações ou decisões. Não se trata de acomodar-se em quem você é, mas entender que a construção de quem você pode ser (ou deseja ser) passa pela aceitação de quem está diante do espelho hoje.

Segunda dica: observe o que está causando ansiedade

Costumamos ter uma percepção aguçada para detectar a alteração de humor nas pessoas ao nosso redor. Quando gerenciamos uma equipe sabemos bem quem está com a motivação lá no alto e quem precisa de um empurrãozinho extra.

Ou o exemplo contrário, podemos detectar, na maioria das vezes, se estamos sendo gerenciados por uma pessoa animada ou se as coisas não andam bem.

Infelizmente, essa capacidade de percepção parece ir por água abaixo quando é para avaliarmos os nossos sentimentos.

Para atingir a inteligência emocional no trabalho é imprescindível que você seja capaz de avaliar-se periodicamente e analisar quais são as causas que despertam a ansiedade.

Talvez seja um prazo apertado, uma dificuldade na execução, etc. As causas são variadas, por isso essa autoavaliação é fundamental para que você não concentre sentimentos negativos em outras pessoas ou situações.

Terceira dica: alimente-se bem, durma corretamente

A terceira dica é na verdade a junção de duas pequenas tarefas mais prosaicas. Elas não estão centradas no controle do psicológico e sim na aceitação de que é impossível que o seu emocional fique em ordem se biologicamente você estiver em falha consigo.

Não é segredo para ninguém que a comida está intimamente ligada à alteração de humor, portanto, é fundamental que você procure alimentar-se bem para que possa estar com o emocional sempre em dia.

Vale ressaltar que essa dica não serve para negligenciar eventuais crises ou particularidades na sua relação com a alimentação, nós sabemos como a ansiedade pode agir sobre o corpo e gerar um comportamento de alimentação não saudável.

Nesses casos, é fundamental buscar ajuda de profissionais e pessoas queridas.

Tudo o que foi dito sobre a alimentação também serve para o sono. Dormir corretamente é, e sempre será, um grande passo rumo à inteligência emocional no trabalho.

Quarta dica: cometa erros

Voltando aos ensinamentos da Brené Brown: existe em nós um senso se autopreservação que busca diversas soluções para escapar da experiência de passar vergonha.

Uma das maneiras mais eficazes de treinar o seu controle sobre esse medo de se expor é justamente viver a experiência de cometer (e corrigir) um erro.

Mas nada de sair por aí tomando multas de trânsito ou cometendo algum outro tipo de infração. Estamos falando de assumir responsabilidades.

Pense na quarta dica como um desdobramento natural da primeira. Ao aceitar os seus defeitos você terá que invariavelmente concluir de que não é um ser humano perfeito. Feito isso, é hora assumir responsabilidades, colocar a mão na massa e cometer erros.

Quando um erro for detectado, desculpe-se por ele, faça todo o esforço possível para corrigi-lo e siga adiante.

Quinta dica: expresse-se

A quinta e última dica é exclusivamente voltada para a comunicação. Você já passou por um processo de autoanálise e percebeu quais são seus pontos fortes e àqueles que, nas palavras do RH, merecem atenção especial.

Chegou o momento de expressar-se. Converse, compartilhe informações, diga a sua opinião. Faça parte dos grupos de discussão.

A Inteligência emocional no trabalho não pode ser expressada se você passar o dia todo lá no cantinho, do lado da cafeteira, dando apenas bom dia para quem passar ao seu lado.

No fim, não tem fim

Agora vem a parte divertida do artigo. Quando você estiver com todas as relações em dia, os sentimentos resolvidos e tudo parecer plenamente encaixado, é que você percebe que não existe fim ao buscar a inteligência emocional no trabalho.

Lógico, o que te satisfaz hoje, não te satisfará no futuro. O que é excelente hoje, pode ser monótono amanhã. Nossa transformação é um processo constante. E isso é tão maravilhoso, não concorda?

Espero que esse artigo tenha levantado questionamentos e feito você pensar, mesmo que por alguns minutos, em como desenvolver a sua inteligência emocional no trabalho.

Como toda boa conversa, agora é a hora de você falar. Entre em contato conosco e conte-nos um pouco da sua história. Nós adoraríamos trocar experiências.

Fica o convite sincero para que você acompanhe as nossas publicações, até lá, obrigado por estar aqui conosco.

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