Aqui quem escreve é alguém fascinada por aprender coisas novas. Alguém que sempre esteve acostumada a ser redatora publicitária e se arriscou em ser uma roteirista marinheira de primeira viagem. Nessa aventura aprendi muito. Descobri que o mundo das apresentações é muito mais do que remontar slides.

O negócio é o seguinte, quando você apresenta algo, quer comunicar uma ideia. E o que parece tão simples, acaba não sendo. Fiquei pensando, pensando e não consegui chegar a uma conclusão de como a comunicação humana ficou tão complexa. E mesmo com tanta tecnologia nos conectando, as vezes a comunicação parece só ter piorado no meio do imediatismo e egoísmo.

Acho que agora estamos todos correndo atrás da simplicidade. Aquela de quando aprendemos a falar, escrever e desenhar. Uma simplicidade que deixa tudo mais fácil de entender e de nos identificarmos. Uma simplicidade que ultimamente anda escondida por aí. Parece que a falta de tempo e o excesso de informações, fez a gente esquecer a essência, fez a gente perder as prioridades. Hoje em dia vamos colecionando um monte de peças e na hora de montar, nada faz sentido, ninguém sabe por onde começar.

Mas aqui na La Gracia aprendi sobre um novo universo. Uma nova forma de raciocínio. Consegui enxergar na prática que em tudo existe uma história para ser contada. E não existe nada mais humano e natural do que contar histórias e querer ouvi-las. Aprendi que o que é essencial para quem fala, nem sempre é essencial para quem ouve. Aprendi que existem mil maneiras de se expor uma mesma informação. E aprendi que ter a sensibilidade de saber o que deve ser falado e como deve ser falado, é algo que se conquista com o tempo e com um coração aberto para aprender e desaprender, acrescentar e apagar. Sem medo de tentar, errar, refazer, de começar do zero, até fazer sentido, até estar tudo milimetricamente alinhado para quem fez e para quem assiste. E no meio dessa tesoura e cola mental, cada slide ganha uma importância única, ganha tinta e vira uma arte, como se ele fosse uma preciosidade que será revelada uma vez só. E é mais ou menos isso o que acontece, não é mesmo?! Quem vê uma apresentação mais de uma vez?

Eu tive a oportunidade de conhecer um novo caminho, que mesmo infinito e cheio de possibilidades, cabe dentro de um post it. Um caminho onde nunca é tarde demais para aprender, ainda mais quando a atmosfera de paixão e cuidado ajudam você a se sentir a vontade.

Agora eu já sei. Quando tudo parecer confuso e sem nexo. Pare. Respire. Comece de novo e reorganize o quebra cabeça mental. E com as pessoas certas por perto, tudo ficará claro, terá começo, meio e fim. E depois de tudo isso, você nunca mais será o mesmo.

p.s: Ficamos tão imersos no trabalho que quando surge uma perspectiva tão pessoal e única sobre este bravo e não tão novo mundo das apresentações, somos praticamente obrigados a dar atenção a ela, até mesmo repensar o nosso próprio jeito de ver as coisas! Obrigado pelo texto e empenho, Gabi. Sucesso nos novos desafios!

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