fbpx

La Gracia Humaniza

conteúdo

Star Wars e as Apresentações

La Gracia Humaniza
@lagracia

                                                                                                       créditos da imagem starwars.com […]

33_star-wars_1                                                                                                       créditos da imagem starwars.com

Atenção, contém spoilers sobre o universo de Star Wars.

Há algumas decisões importantes a serem tomadas no momento em que você está escrevendo o roteiro da sua apresentação. Uma delas é a ordem de entrada das informações. Você conta uma história sobre como um grande desafio foi superado, criando suspense para então dizer qual a grande solução encontrada? Não, não, melhor, apresenta o conflito, entrega a solução e então argumenta em favor dela? Ou talvez você… Ah, bom, os caminhos são vários. E por mais que isso seja um grande clichê, tão clichê quanto dizer que algo é “chover no molhado”, o que é exatamente o que acontece nesta situação, mas a grande verdade é que não há uma fórmula perfeita e que cada caso é um caso. Tudo varia de acordo com o propósito da sua apresentação, o público, o tempo que você tem, entre outros fatores. Mas que raios isso tem a ver com Star Wars?

Bom, sempre houve uma grande discussão (no mundo nerd) sobre qual a melhor ordem para se assistir aos seis filmes da série. Até hoje, existiam os partidários de dois formatos. A grande maioria defende a ordem original de lançamento, ou seja, começar pelos episódios IV, V e VI, e depois parte para a nova trilogia: I, II e III, conhecendo a história que antecede o surgimento de Darth Vader. Mas há também quem diga que o melhor mesmo é assistir na ordem cronológica. Como eu disse, até hoje! Estes dias, eu me deparei com uma reportagem no site da revista Super Interessante sobre um sujeito, Rod Hilton, blogueiro que defende uma terceira ordem onde você deve começar pelo episódio IV, e depois seguir com V, II, III, VI. Segundo o que propõe, “logo depois de Darth Vader revelar que é o pai de Luke, vemos dois filmes que provam que ele está falando a verdade e, em seguida, assistimos como essa tensão se resolve. Nesta ordem, os filmes 2 e 3 serviriam para estruturar melhor a história. Além disso, você começaria a saga pelo episódio que apresenta melhor o universo Star Wars e terminaria com o final mais satisfatório.”

Aí eu pensei “caramba, este cara pode estar certo!”. Claro que precisaria assistir aos filmes na sequência proposta para dar uma opinião concreta, mas seus argumentos estão muito próximos de um formato que a gente defende por aqui para apresentações. Primeiro, tenha um grande começo e um grande final. Ao abrir um tópico, discorra sobre ele, argumente, conclua, e só então comece outro. Veja, na proposta de Hilton, uma grande novidade é jogada para o público, Darth Vader é pai de Luke Skywalker. “Não! Será?”, “Duvido!”, “Inacreditável…” – o público reage, e então você tem a argumentação, os filmes II e III, que não só provam este fato como mostram um pouco mais do que há por trás daquela roupa preta e a voz robótica, suas motivações e intenções, ajudando a construir um dos melhores personagens já criados para o cinema. Tudo para chegar ao episódio VI, a grande conclusão, amarrando as pontas soltas.

Um detalhe que pode ter passado despercebido para alguns, mas vocês notaram que o episódio I não figura na lista do controverso blogueiro? Pois é, ele defende a exclusão do primeiro capítulo da série (em ordem cronológica, não de lançamento). Segundo ele, o filme não acrescenta nada à saga e os primeiros minutos do episódio II são suficientes para situar o público com relação ao que acontece em A Ameaça Fantasma, realmente o mais criticado pelos fãs. Discordo (da exclusão), mas está aí outro ponto que pode melhorar, e muito, suas apresentações. Excluir informações desnecessárias é um primeiro e grande passo para uma apresentação efetiva. Como já ouvi um professor meu  dizer , um dos grandes méritos dos bons roteiristas é saber “entrar mais tarde e sair mais cedo da cena”. Ou seja, ser o mais simples e direto possível, fazendo valer a velha máxima de que menos é mais.

Humanize as
apresentações, as
relações e o aprendizado
na sua empresa.

Fale com a gente

Veja também

CEO DISTANTE E INTOCÁVEL? COMO HUMANIZAR A ORGANIZAÇÃO

Já passou da hora de repensar modelos e humanizar a organização. Cada vez mais, vemos publicações de colaboradores nas redes sociais expondo angústias que se transformaram em burnout, depressão, doenças mentais e até mesmo físicas. Ou denunciando o desalinhamento do discurso que o marketing vende lindamente para fora pras práticas aplicadas internamente pelas lideranças, pelo […]

Ler mais

POR UMA LIDERANÇA MAIS INCLUSIVA

Para falar sobre uma liderança mais inclusiva, começo o texto de hoje com uma pergunta: “Por que é tão difícil lidar com o que é diferente de nós?”  Não tenho pretensão de responder, afinal, essa é uma pergunta daquelas bem cabeludas, que exigiria reunir filósofos para uma discussão longa e calorosa, regada a vinho e […]

Ler mais

E quando você precisa de mais do que um tapa na apresentação?

“Dá um tapa na apresentação aí! É simples.” Se eu tivesse contado as vezes que ouvi certas frases nos últimos 13 anos, esse com certeza ganharia de todas. Nossa, quase todo mundo pede apresentação desse jeito. Mas só quem faz apresentação todos os dias sabe que não é tão simples assim. Uma apresentação boa de […]

Ler mais

Qual a diferença entre um slide bonito e um slide com design?

Muito além de criar um slide bonito, recentemente, no artigo “A La Gracia ainda faz apresentações?”, eu disse que a La Gracia nasceu criando conexão por meio de apresentações. E tudo o que a gente foi aprendendo, ao fazer apresentações para presidentes e executivos do corporativo, fomos levando para nossos cursos. E tudo o que […]

Ler mais

Qual a diferença entre promover experiência e expor conteúdo?

Promover experiência é a constante resposta, presente nos 12 anos em que venho experimetando as várias formas de ensinar. Cada vez mais, vou me tornando uma defensora das metodologias que colocam o aluno como centro do aprendizado. O contrário disso é o que o educador Paulo Freire chamava de Educação Bancária: aquele tipo de educação que coloca […]

Ler mais